terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

TWO THOUSANDS AND FIFTY´S





Bon Iver - Holocene
"Someway, baby, it's part of me, apart from me."
you're laying waste to Halloween
you fucked it friend, it's on it's head, it struck the street
you're in Milwaukee, off your feet

…and at once I knew I was not magnificent
strayed above the highway aisle
(jagged vacance, thick with ice)
I could see for miles, miles, miles

3rd and Lake it burnt away, the hallway
was where we learned to celebrate
automatic bought the years you'd talk for me
that night you played me ʻLip Paradeʼ
not the needle, nor the thread, the lost decree
saying nothing, that's enough for me

…and at once I knew I was not magnificent
hulled far from the highway aisle
(jagged, vacance, thick with ice)
I could see for miles, miles, miles

Christmas night, it clutched the light, the hallow bright
above my brother, I and tangled spines
we smoked the screen to make it what it was to be
now to know it in my memory:

…and at once I knew I was not magnificent
high above the highway aisle
(jagged vacance, thick with ice)
I could see for miles, miles, miles

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

LARANJA MECÂNICA!









was
really nice to be back.
Going backwards, pretending that time hasn´t changed what we are, deep inside, without a measure.
Stepping back, but looking forward.
These are the times we ´ve got to settle, our words and thoughts, wisdom and vicious attitudes.
Always here to remember, until the last moment of truth.

THE NEDS! 09/11

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

TRAPPED UNDER ICE

buracos negros e falsas valsas
promessas rompidas e vazios forçados
memórias do diz que vai mas nunca foi
histórias do disse que disse e do que fez e aconteceu

fundos e mundos de verdade
muita treta mas pouca seriedade
voltas e mais voltas
e mais valia ser surdo e para não ouvir metade

 pleased
 to
 meet



I don’t want to be followed by sheep.
I don’t need the respect of the mentally weak.
I have no interest in leading the blind, but walking amongst people with open minds.

Because I’m TUI as long as I feel alive.
I live to spite you.
I can’t believe how stupid you must be to follow everything that you read, hear and see.

You could never walk the path that I walk, you’re too afraid of the risk involved.

Because I’m TUI as long as I feel alive.
I live to spite you.
Realise I’m not one of your kind, I‘m nothing like you.

You shake my hand, say “Pleased to meet you.”
Look me in the eye, I don’t believe you!

TUI as long as I feel alive.

I live to spite you. 

Realise I’m not one of your kind, I’m nothing like you.


you



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

FAKE PLASTIC TREES

Há coisas que quero fazer quando for grande.
Quando for grande, espero ser grande o suficiente para pensar que um dia já fui mais pequeno. E no meio desse pensamento, ainda ter tempo para ser pequeno, ter tempo para não me levar a sério, ter tempo para respirar fundo.
Gostava mesmo, de quando fosse grande, poder dar-me ao luxo de fazer o que gosto. Mas ainda gostava mais, se o pudesse fazer sem que o sentisse em vão, mal interpretado ou subvalorizado. E bem bem, era ganhar uns trocos com isso, suficientes para fazer o que gostasse. No meio de tudo, concerteza teria de me orientar num segundo trabalho, um outro part-time para me ajudar nessa demanda de fazer o que gosto, porque fazer-se o que se gosta, não é para todos ou qualquer um, é tão díficil como encontrar uma cerveja que está naquele ponto que nem muito gelada nem muito coiso, ou um arroz de cabidela com sangue no ponto, ou mesmo uma miúda que nos sabe ouvir sem falar primeiro.
Mas ainda não sou grande, porque isso de ser-se grande e morar independente é coisa que ainda demora mais dez anos. Alias, creio que é essa a razão pela qual supostamente, se um cancaro ou um avc no entretanto não nos matar, vivemos em média mais dez anos, colmatando assim a nossa fase pré-adulta de descoberta da profissão e do curso que dedicadamente seguimos durante os já corridos anos, que inocentemente guardamos com orgulho sob cruz por entre quatro linhas que formam um dos muitos quadrados ( dependendo do grau de insatisfação/motivação/ambição de cada qual) da lista "coisas a fazer antes de bater a caçoleta".
Talvez, quando for grande, por de entre a floresta de árvores de plástico, que um dia julgara verdes e fortes e vivas como as vivas e fortes e verdes que estão no meu quintal, vislumbre essa paz interior de saber o que se pretende que se faça no meio da anarquia das palavras sem significado, das posturas sem sentido e das situações amarelas do saber-se rigorosamente nada sobre se se avança ou se trava a fundo, tal e qual o amarelo do semáforo e o rápido olhar que trespassa espelhos e retrovisor em busca do homem de azul, qual resposta para o problema, qual "all seeing eye".
Quando for grande, vou-me esforçar ao máximo para me lembrar, que uma vez, não faz muito tempo, feliz estive eu com quatro paredes e um vazio lá fora, num espaço confinado ao espaço, sideral e transversal, sem paralela que se encontra no infinito, apenas encontrando paralelo nesse vazio que nos envolve no momento em que o pouco vale tanto, na escassa luz que como faróis vai guiando aqui e ali, e eu ali sentado, na cadeira de madeira, a olhar para as paredes como se nada mais restasse, apenas aqueles míseros metros cúbicos, míseros se os compararmos ao infinito do espaço pensado, mas que aqui entre nós, valerá tanto e serão tão grandes quanto aquilo que assim pretendermos, pois que se saiba, até então, ainda não nos descobriram forma de bloquear o exagero, melhor dizendo, cortar a destreza de poder fazer coisa nenhuma, coisa equiparável a algo tão grande como o próprio universo que o próprio Deus em pessoa se deu ao trabalho de criar.
Pois, mas como ainda falta bastante para ser grande, e como eu quando for grande quero ser lixeiro ou cameraman, entretanto vou pegar na Bmx do Júnior, que era dele quando ele era mesmo pequenino, e não era minha quando era eu ainda mais pequenino, e vou dar umas voltas pelo bairro a bater com os joelhos no guiador, a sacar piascas e a borrar as calças com óleo.
Isto de ser de oitenta e oito, nos dias que correm, é uma sorte, é que há dez anos atrás e nascido em setenta e sete, já era grande de certeza!
Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

Kyuss - Demon Cleaner

domingo, 11 de setembro de 2011

SUMMER WAS KICKIN!

                                                    












Ainda que meio enevoado, retocado aqui e ali pela cinza do fim de ciclo fruto do prolongado adeus à escola, ao recreio e à boa vida, não deixou de ser um verão.
Talvez o último.

Escreveu-se, entre murmúrios e cânticos, por entre tendas e concertos, vendas e revendas, escapadinhas de fim-de-semana e a semana da praxe pelo não mais nosso allgarve, construído de  folhas e mais folhas e estórias de um oriente longínquo , estrangeirismos à parte, foi beleza cara!


John Murphy - The Surface Of The Sun

vs

Bad Religion - Broken

sábado, 30 de julho de 2011

SKELETON KEY

Vamos lá encerrar um capítulo extenso, não em demasia, sabe bem para xuxu, recordar, relembrar, louvar.
Mas sim, talvez, seja já tempo a mais, é preciso descolar a âncora lá do fundo, levantar areia, ligar o motor, seguir viagem.
Hoje é o dia, a noite, a madrugada, o serão.
Para todos os meus amigos, os de sempre, os de algumas vezes, os de algumas noites, temporadas, férias, liceu, faculdade, estrada ou os acidentais. Para os cá de casa.


No inicio, quando liguei para Portugal, apenas disse que ia para a "Índia". Para o fim do mundo, onde nada havia, onde nada se passava, onde tudo era demasiado pobre, onde tudo estava em crescimento, onde tudo acontecia, onde as luzes ofuscavam tudo e todos. Era maluco, estava bem onde estava, só ia dar pro torto. Ia dar merda.
Foi esta a resposta que levei.
Passados uns tempos, já cá, vi a reacção sobre uma sms datada desses tempos,"O Nuno vai para a Índia". Curto e grosso, no visor do telemóvel do patrão do lar doce lar.
Tudo aconteceu como devia ter acontecido, graças aos Deuses, graças a Eles, graças aos companheiros de viagem e graças a mim também. clap clap. 
E pronto, depois do inesperado convite do Ema, dos milhentos e-mails e chamadas, dúvidas e receios sobre uma publicação, sobre o que era abrir um livro já aberto digitalmente, expo-lo, comenta-lo, dar a ler as minhas mais sinceras palavras, escritas sob uma enorme descompressão e por debaixo de uma temporada emotiva e intensa, preparamo-nos para o baixar da cortina, e já não era sem tempo.
Por tudo isto e algo mais, espero ter os do coração logo à noitinha, para a amena cavaqueira do costume, o calor e conforto da conversa e da troca de palavras entre velhos ou distantes conhecidos, sem o complexo dos grandiosos e glamourosos acontecimentos.


Nada disto era suposto acontecer, mas já que aconteceu, let´s enjoy the ride.

Escrito na tarde de 29.


Hoje.
Agradeço todas as mãos que me ajudaram a carregar a responsabilidade de apresentar algo que felizmente aconteceu, sem nunca ter tido intenção de ser algo, uma coisa, um sinal, um objecto.
Apenas hoje, depois do ontem, consigo distanciar-me e usufruir, apreciar o momento, degustar na boca o sabor do que é belo e corre pelo melhor.

Tremendamente agradecido a todos os que compareceram, espero que me perdoem o discurso que se poderia ter alongado por mais um pouco, mas que na hora me pareceu uma conversa na qual o intuito era maçar o menos possível, conseguindo captar a atenção de todos sem que se esgotasse o período de validade do mesmo, mas talvez tenham ficado coisas, situações, aventuras e histórias por contar. Quem sabe, numa nova oportunidade, individualmente ou colectivamente, terei oportunidade de o fazer. Tudo a seu tempo.
E tremendamente agradecido, elevado ao quadrado, a todos que tem estado lá since day one  da minha vida, mais ou menos presentes, havendo lugar para tudo, porque de tudo isto é contruído, todos os tijolos contando, como também, do dia um do "Um Delicado Sentido de Equilíbrio", já descobri com isto, que Equilíbrio, leva acento no segundo i.

Hoje é o dia, de respirar bem fundo, e pausada e descompassadamente, sem relógio, nem tese, nem horário, nem compromissos, digerir tudo isto com serenidade.




Over and out.

Miles Away . The Constant


Face the ever present problem, ongoing mistake
Way I choose to be, alone
Conscious decision, a way to dodge commitment
The space that I have chosen ‘til now, for now

I spend my days hiding in the dark
Afraid of outcomes not offered to me
Think of what is right, every minor detail over again, back and forth
And I will face this on my own
And I will face this all alone

And day by day I try to break away
From what I’ve come to know and how I’m set to think
This is the constant guiding me, the only constant I can see
And I will wait alone, that’s where I’ll be
I’ve got to face it on my own.

terça-feira, 21 de junho de 2011

TOYO!


(Bem lá atrás, quando o TOYO era o maior, e o mundo era cem por cento ao contrário.
O JETTA era o melhor carro do mundo, o mais fiável, o mais rápido, o mais seguro, o mais sujo, o mais fiel.
E mais importante que tudo o resto, nós não queriamos problemas. Só queriamos dormir!
Da praia a São Vicente foram algumas horas entre as nervosas vírgulas da paisagem limpa e plana, com o sol a fechar o tasco.
O Iordanov (afinal era o Marius Nicolai) já não jogava no Sporting, mas todos nós ainda jogavamos o jogo do recreio, aquele dos projectos da faculdade.

Hoje está tudo igual, menos igual noutras coisas, mas preto no branco, mesmo esquema.

Amanhã vou de encontro ao recuerdo, dos míticos cinco.

Desfalcado ou não, Alentejo, até já.)


De hoje.

O vw voltou a cortar o ar, às fatias de pão com atum salsicha batata frita pala pala e cogumelos de lata, o Forais de Penafiel quente refrescou a garganta, o bronzeador ficou em casa e os braços ainda ardem, o poker foi de quem ganha sempre, o incenso zen transportou-nos para outras praias ainda mais exóticas, o sobe e desce de dunas e areias e toalhas espalhadas, quatro animais numa tenda mas sem cadeirinha, discos e discos e discos sem fim, pasteis de nata de Belém, bairros altos com caipirinhas xxl, trinta e seis horas sem parar, um par de horas bem dormidos que mais pareciam doze ou treze, boas conversas sem grandes conclusões, o Porto partido no chão e o chão onde se dormiu que nem penedo, os penedos da costa e as costas largas a mamarem com o Sol.

Foi isto e muito mais, em slowmotion, de cores baças e sem saturação, filme de 35mm queimado nas laterais.











Bon Iver - The Wolves (Act I and II)